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	<title>Ansiedade &#8211; Dr. Lívio Andrade Psiquiatria</title>
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		<title>Fogo e álcool</title>
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		<pubDate>Tue, 04 May 2021 17:40:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Blog Fogo e álcool Os azulejos frios do banheiro são o seu próprio corpo neste momento. A privacidade e proteção ora providenciados pela suíte se transverteram em um forte incômodo. Aliás, nenhum outro lugar consegue lhe oferecer conforto após ter perdido a mulher para o câncer e a empresa para o álcool. Havia acabado de &#8230;<p class="read-more"> <a class="" href="https://drlivioandrade.com/fogo-e-alcool/"> <span class="screen-reader-text">Fogo e álcool</span> Leia mais &#187;</a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[		<div data-elementor-type="wp-post" data-elementor-id="1431" class="elementor elementor-1431">
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									<p><span style="font-weight: 400;">Os azulejos frios do banheiro são o seu próprio corpo neste momento. A privacidade e proteção ora providenciados pela suíte se transverteram em um forte incômodo. Aliás, nenhum outro lugar consegue lhe oferecer conforto após ter perdido a mulher para o câncer e a empresa para o álcool. Havia acabado de tomar banho, mas sentiu que voltou a suar. No espelho ele observa os olhos vermelhos, as rugas que antes não percebia e, por fim, as mãos trêmulas. Alberto precisa beber para se sentir melhor, mas se fizer isso não poderá comparecer à entrevista de emprego. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Não tenho saída.</span></i><span style="font-weight: 400;">” </span><span style="font-weight: 400;">—</span><span style="font-weight: 400;"> pensou ele, desistindo. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Nem era um emprego tão bom.</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Alberto vai até a sala e se joga em um sofá. Um rapaz aparentando 17 ou 18 anos caminha pelo cômodo em direção à porta. Alberto lhe deseja um bom dia com um sorriso desgrenhado, mas como se não houvesse ninguém mais além dele, o rapaz simplesmente abre a porta e sai. O desprezo do próprio filho lhe fere na alma. Nem ele e nem seus irmãos nunca o perdoaram por ter estado sempre bêbado nos momentos em que sua mãe mais precisou e por não ter parado de beber após ela ter morrido. Subitamente uma ansiedade lhe corrói quando ele lembra que suas economias praticamente acabaram e ele não vai mais conseguir sustentar o que sobrou de sua família e de sua casa. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Preciso deste emprego</span></i><span style="font-weight: 400;">” </span><span style="font-weight: 400;">—</span><span style="font-weight: 400;"> mas ao se levantar sente a tremedeira e a sudorese aumentarem. Senta-se novamente lutando contra a vontade avassaladora de beber. Praticamente suplica em oração: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Como eu gostaria de voltar no tempo e nunca colocar uma gota de álcool na boca…</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span></p><p><span style="font-weight: 400;">&#8212;</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Todos sabem que o álcool faz mal para a saúde, mas poucos têm consciência do seu verdadeiro poder destrutivo, tanto para quem bebe, quanto para a sociedade. Entretanto, bebemos freneticamente, num esforço social e cultural para fomentar um espírito sempre alegre e festivo enquanto evitamos a face do alcoolismo. Desse modo, uma pessoa saudável sequer considera parar com a cervejinha no final de semana. Quando ouve a história triste de um alcoólatra, sente que é algo algo distante, que nunca acontecerá consigo ou com alguém de sua própria família. Até que um dia acontece. E poderia ter sido evitado se houvesse simplesmente mais zelo e cautela ao lidar com o álcool. Quantas famílias se desestruturaram? Quantas vidas foram destruídas? Quantos mais prejuízos ainda precisamos sofrer para tratarmos isso com mais seriedade?</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Ainda não temos a resposta porque quem bebe muito ou pouco não está interessado em conversar a respeito, apenas entocam a fera e fingem que ela não existe. E isso por si só já é um OUTRO problema. Precisamos iluminar essa caverna nos aprofundando em todos os detalhes desse tema para sabermos como combater esse monstro, e é por isso que escrevo este texto. Por exemplo, poucos param pra pensar que o álcool é um líquido altamente inflamável e seu sabor é horrível. Mas os efeitos são literalmente sensacionais, então bebem para suspender a inibição e aumentar a confiança. Bebem para esquecer os problemas. Bebem para acabar com a tristeza e a ansiedade sem se dar conta de que  transtornos mentais (como esquizofrenia, ansiedade e depressão, etc) são como uma enorme fogueira terrivelmente devoradora e estrepitante. E o que acontece quando se joga álcool no fogo?</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Se você disser que muitas pessoas irão beber por toda a vida sem maiores problemas eu serei obrigado a concordar. Por outro lado, outras pessoas são geneticamente propícias a adquirir dependência do álcool e a ciência ainda não descobriu como decodificar esse tipo de genes. Nesse caso, enquanto não conseguirmos detectar com antecedência essas pessoas para alertá-las, precisamos informar toda a sociedade sobre os malefícios do álcool que abrangem mais do que doenças em seu próprio organismo. E se fosse ainda só o caso de algumas horas de alteração no humor, de personalidade ou perda dos sentidos devido ao excesso de bebida em raras ocasiões, o mal seria menor. Bebedeira esporádica pode vir a ser, mas ainda não se trata de alcoolismo. O grande problema é a </span><b>síndrome da</b> <b>dependência do álcool</b><span style="font-weight: 400;">. Essa síndrome é caracterizada pela priorização absoluta e diária do álcool, onde tudo o mais fica em segundo plano. Até mesmo a própria vida. Por isso o alcoolismo é considerado um transtorno mental de maior preponderância.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o DSM-5 (Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5ª edição), a dependência do álcool acarreta o </span><b><i>desejo persistente </i></b><i><span style="font-weight: 400;">ou</span></i><b><i> esforços mal sucedidos</i></b><i><span style="font-weight: 400;"> no sentido de reduzir ou controlar o uso de álcool</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ainda a </span><b><i>fissura</i></b><i><span style="font-weight: 400;"> ou um forte desejo ou </span></i><b><i>necessidade </i></b><i><span style="font-weight: 400;">de usar álcool </span></i><span style="font-weight: 400;">(grifos meus)</span><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Ou seja, mesmo com tudo dando errado em decorrência do álcool, o alcoólatra não consegue parar de beber.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Imagine um dependente alcoólico numa consulta com um gastroenterologista. Ele está sozinho, porque sua mulher não aguentou mais tanta bebedeira e pediu o divórcio. Seus amigos o evitam. Seus filhos mais ainda. Como perdeu o emprego, o dinheiro encurtou e ele acabou demorando muito para procurar um médico. Finalmente recebe o diagnóstico: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Você está com cirrose hepática”</span></i><span style="font-weight: 400;">. E o que acontece em seguida? Se não forem tomadas as devidas providências para uma internação imediata, ele volta pra casa e bebe de novo.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Gosto de lembrar de uma cena do filme Hércules, da Disney, em que o herói luta com uma hidra e lhe corta uma cabeça. Duas nascem no lugar. Então ele corta outra cabeça e mais duas nascem. E mais duas. E mais duas. Até que o sátiro, seu treinador, lhe grita na versão dublada do filme: “</span><i><span style="font-weight: 400;">QUER PARAR DE CORTAR ESSAS CABEÇAS?</span></i><span style="font-weight: 400;">” </span><span style="font-weight: 400;">— </span><span style="font-weight: 400;">Voltado para o exemplo acima, qual o problema dessa pessoa? Ele enlouqueceu? Se o álcool está destruindo sua vida em escalas tão absurdas, porque ele simplesmente não para?</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Porque ele não pode. Seu organismo está dependente do álcool, quase da mesma forma que uma pessoa saudável precisa de comida, água e ar para sobreviver. E se com muita força de vontade o alcoólatra insistir em não beber, em cerca de apenas seis horas surgirá em seu corpo uma série de sintomas. A </span><b>síndrome da abstinência do álcool</b><span style="font-weight: 400;"> é um conjunto de sintomas e sinais que o alcoólatra pode sofrer com variação de tempo e intensidade, tanto se parar abruptamente com a ingestão alcoólica quanto se apenas diminuir sua ingestão. Alguns experienciam leves incômodos, mas outros amargam choques tão fortes que podem até mesmo vir a falecer.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Os sintomas da síndrome da abstinência do álcool são: ansiedade, náuseas, insônia, tremores, sudorese, desidratação, desorientação, hipertensão arterial sistêmica, insuficiência renal, sangramento digestivo, convulsões, sintomas psicóticos e </span><i><span style="font-weight: 400;">delirium tremens</span></i><span style="font-weight: 400;">. Aliás, esse último é um dos sintomas mais fortes e com um potencial enorme de fatalidade. No caso de qualquer desses sintomas estarem em um nível grave e de uma rede social de apoio inexistente (ou seja, se o alcoólatra não tem família ou amigos para lhe ajudar), a internação imediata é altamente recomendada.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Mesmo um alcoólatra que não esteja em um quadro de nível tão estressante ainda pode sofrer de deficiências cognitivas devido ao álcool, ou </span><b>síndromes demenciais associadas ao álcool</b><span style="font-weight: 400;">. Como eu disse em meu último texto, nossas células são feitas de água e não resistem à absorção do etanol. Por isso, muitos neurônios são mortos. Consequentemente, o cérebro sofre lesões difusas diminuindo a capacidade de julgamento e abstração. O comportamento é alterado e há perda de memória recente e de cognição, que pode variar de leve até grave ocasionando a demência. Em outras palavras, o álcool enlouquece.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Você deve ter ficado estarrecido com essas informações sintetizadas e resumidas que leu até aqui. E eu imagino o seu espanto porque a maioria não sabe nada sobre isso. A glamourização da bebida na propaganda da “felicidade” em um copo gelado vende. O alcoolismo não. Coisas feias e sujas costumam ser escondidas ou varridas para debaixo do tapete.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Geralmente, quando a ignorância sobre o álcool acaba, é normal se perguntar: “</span><i><span style="font-weight: 400;">E agora? Devo parar de beber com meus amigos? Tenho potencial para me tornar um alcoólatra?</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Muito se tem feito para prevenir os riscos e os malefícios oriundos do excesso de bebida. Aliás, o combate ao alcoolismo tem sido considerado prioridade pelo nosso Ministério da Saúde há décadas. Mas a vergonha e o medo da estigmatização do alcoolismo geralmente se sobrepõem à busca por socorro. Soma-se isso à inexistência de critérios para a indicação de uma quantidade de álcool segura a ser ingerida. Foi devido a basicamente esses problemas que surgiram métodos excepcionais para obtenção de informações e rastreamento do uso problemático do álcool chamados instrumentos de triagens. E o que mais se sobressai é o </span><b>AUDIT</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Elaborado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) o AUDIT</span> <span style="font-weight: 400;">(</span><i><span style="font-weight: 400;">Alcohol Use Disorder Identification Test</span></i><span style="font-weight: 400;">) é considerado hoje o melhor teste de </span><b>Identificação de Distúrbio do Uso do Álcool</b><span style="font-weight: 400;">. Trata-se de um pequeno questionário muito rápido e de fácil aplicação e tem apresentado excelentes resultados na detecção do uso nocivo do álcool, tanto no início quanto em fase avançada.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Para quem já está situado em altos níveis de risco no quadro alcoólico, a ajuda mais recomendada é a do grupo dos Alcoólicos Anônimos, que se destaca entre outras organizações destinadas a esse fim, como instituições religiosas e clínicas de tratamento para dependentes químicos. Sua metodologia para o controle e total abstinência do álcool consiste na troca de experiências e a ajuda mútua entre os alcoólatras, e tem sido considerada uma das mais efetivas. É nesse grupo que o alcoólatra recebe a indicação do livro </span><b>OS DOZE PASSOS</b><span style="font-weight: 400;">, leitura indispensável para todo usuário nocivo do álcool que precisa entender que perdeu o controle da sua própria vida e precisará de ajuda para o resto da vida, pois o alcoolismo não tem cura. Mas desde que se obtenha sucesso na abstinência do álcool, não há necessidade para desespero. Afinal, um alcoólatra pode fazer tudo o que uma pessoa saudável faz, exceto beber. E também deve viver feliz, assim como qualquer pessoa que não bebe, pois as pessoas que </span><b>não </b><span style="font-weight: 400;">bebem são maioria. Quem bebe apenas faz muito mais barulho.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Enfim, além de todos esses problemas descritos até aqui, entenda que o alcoolismo é uma doença e o alcoólatra precisa da sua ajuda, pois além da doença, ainda precisa lutar contra a exclusão social. Quem não tem problemas com álcool nem imagina o quanto um alcoólatra é marginalizado. Colegas de trabalho, amigos e familiares não o convidam mais para festas ou até mesmo para simples encontros, tanto por preconceito quanto por medo de constrangimentos e escândalos. Portanto, se você não gosta de beber, mas o faz apenas por causa da insistência de amigos ou familiares, saiba que existe uma grande possibilidade de as mesmas pessoas que hoje implicam contigo por não beber acabarem te excluindo de seus círculos caso você um dia se torne um dependente alcoólico.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Poupe o etanol para o carro, para matar vírus e bactérias e apague o fogo com água!</span></p><p> </p><p><b>Referências bibliográficas:</b></p><p><span style="font-weight: 400;">DIEHL A; CORDEIRO D; LARANJEIRA R [et al.]. Dependência química: prevenção, tratamento e políticas públicas. Porto Alegre: Artmed, 2011. ISBN 978-85-363-2503-3</span></p><p><span style="font-weight: 400;">SANTOS, M.S.D.; VELÔSO, T.M.G. Alcoolismo: representações sociais elaboradas por alcoolistas em tratamento e por seus familiares. Interface &#8211; Comunic., Saúde, Educ., v.12, n.26, p.619-34, jul./set. 2008.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Amorim A; Kikko E; Abrantes M; Andrade V. Álcool e alcoolismo: estudo de prevalência entre discentes do curso de Medicina da UNIFENAS em Belo Horizonte &#8211; Minas Gerais. RMMG &#8211; Revista Médica de Minas Gerais. rmmg.org/artigo/detalhes/557</span></p><p><span style="font-weight: 400;">SILVA V, LUZ H. As implicações do alcoolismo na vida social e familiar do indivíduo dependente. </span><span style="font-weight: 400;">http://www.uniedu.sed.sc.gov.br/wp-content/uploads/2016/02/Volnei-Xavier-da-Silva.pdf</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Souza L, Menandro M, Menandro P. O alcoolismo, suas causas e tratamento nas representações sociais de profissionais de Saúde da Família. Physis Revista de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 25 [ 4 ]: 1335-1360, 2015. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0103-73312015000400015</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Sena E, Boery R, Carvalho P, Reis H, Marques A. Alcoolismo no contexto familiar: um olhar fenomenológico. Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 2011 Abr-Jun; 20(2): 310-8.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">https://vivamais.cecom.unicamp.br/teste-audit/</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Neves E, Meirelles M. O uso do AUDIT na identificação e estratificação do alcoolismo no contexto da atuação do fisioterapeuta: uma revisão literária. Trabalho de conclusão de curso (Graduação em Fisioterapia) &#8211; Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, 2014. 42 f. : il. CDU 615.8</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Oliveira R, Menandro P. Em busca de uma nova identidade: o grupo de alcoólicos anônimos. Rev. Estudos de Psicologia, PUC-Campinas, v. 18, n. 3, pp. 05-21, setembro/ dezembro 2001.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">https://www.aa.org.br/informacao-publica/principios-de-a-a/os-passos</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Laranjeira R, Nicastri S, Jerônimo C, Marques A. Consenso sobre a Síndrome de Abstinência do Álcool (SAA) e o seu tratamento. Rev Bras Psiquiatr 2000;22(2):62-71</span></p><p><span style="font-weight: 400;">DIEHL A; CORDEIRO D; LARANJEIRA R [et al.]. Dependência química: prevenção, tratamento e políticas públicas. Porto Alegre: Artmed, 2011. ISBN 978-85-363-2503-3</span></p><p><span style="font-weight: 400;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</span></p>								</div>
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		<title>Os efeitos nocivos do álcool</title>
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		<dc:creator><![CDATA[drlivio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Apr 2021 14:31:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Blog Os efeitos nocivos do álcool A nossa cultura não apenas valoriza, mas também incentiva a ingestão de bebidas alcoólicas. A bebida está associada à alegria, reuniões sociais, festas entre amigos, família etc. Beber cerveja, ou vinho, com amigos é um comportamento tão natural que se alguém disser que não irá beber provocará no restante &#8230;<p class="read-more"> <a class="" href="https://drlivioandrade.com/os-efeitos-nocivos-do-alcool/"> <span class="screen-reader-text">Os efeitos nocivos do álcool</span> Leia mais &#187;</a></p>]]></description>
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									<p><span style="font-weight: 400;">A nossa cultura não apenas valoriza, mas também incentiva a ingestão de bebidas alcoólicas. A bebida está associada à alegria, reuniões sociais, festas entre amigos, família etc. Beber cerveja, ou vinho, com amigos é um comportamento tão natural que se alguém disser que não irá beber provocará no restante do grupo espanto ou até mesmo escárnio. Então muitas pessoas que nem mesmo gostam acabam também bebendo para evitar gracejos e, na pior das hipóteses, a exclusão de determinado grupo social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas se existe tanta felicidade em um ato tão banalizado como esse, porque é que existem tantas vidas destruídas devido a essa bebida? Onde é que encontramos a verdade em tantas tradições, opiniões e argumentos?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A verdade, como sempre, está nos FATOS. E é a isso que devemos nos ater quando estivermos em busca de informações, principalmente quando se busca uma vida saudável e verdadeiramente feliz. E os fatos que muitas pessoas ignoram, ou simplesmente não se importam, estão nos números absurdos de taxas de desemprego, violência doméstica, quebra de estrutura familiar, doenças, acidentes e morte devido ao alcoolismo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde) cerca de três milhões de pessoas morrem no mundo devido ao álcool, POR ANO. O consumo exagerado e prejudicial do álcool é responsável por 5,1 por cento da carga global de doenças. O álcool é o principal fator de risco para mortalidade prematura e incapacidade entre aqueles com idade entre 15 e 49 anos, sendo responsável por 10 por cento de todas as mortes nessa faixa etária. Populações desfavorecidas e especialmente vulneráveis apresentam taxas mais altas de morte e hospitalização relacionadas ao álcool. Por isso a OMS traçou uma estratégia há um pouco mais de dez anos para reduzir o uso nocivo de bebidas alcoólicas em pelo menos 10%.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há resultados positivos no Brasil: de 2010 para 2016 o consumo de álcool caiu de 8,8 litros para 7,8 litros. E a proporção de óbitos atribuídos ao álcool também diminuiu. Entretanto, o consumo de álcool por jovens e adolescentes do sexo feminino aumentou de 14,9% para 18%. Em relação a acidentes de trânsito, em 2016 o álcool esteve associado a 23% envolvendo mulheres e 36,7% envolvendo homens. O </span><a href="https://www.gov.br/dnit/pt-br"><span style="font-weight: 400;">Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes</span></a> <span style="font-weight: 400;">alertou em fevereiro de 2021 que mais de 50% dos acidentes de trânsito envolvem motoristas que dirigem alcoolizados. De maio a junho de 2020, a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) realizou uma pesquisa em 33 países e dois territórios e constatou que 42% dos entrevistados no Brasil aumentaram o consumo de álcool durante a pandemia. Ou seja, com o fechamento de bares e restaurantes, as pessoas têm bebido mais em casa. Apenas o confinamento em si já tem aumentado a tensão acima do limite, e o consumo do álcool dentro de casa tem contribuído muito para vários malefícios na estrutura familiar, principalmente a violência doméstica. O Cebrid aponta que 52% dos casos de violência dentro de casa têm relação com o álcool.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com tantos malefícios que o álcool faz para o indivíduo e para a sociedade, não deveríamos parar pra pensar se deveríamos ter uma postura diferente em relação à bebida da mesma forma como fizemos com o cigarro? Lembrando de todas as mudanças sociais e campanhas para coibir o fumo, vamos analisar que o fumante, quando não está fumando ao lado de mais ninguém, faz mal apenas para ele. Mas alguém que bebe em excesso não prejudica somente a si mesmo, mas aos seus colegas, amigos e também a sua família, como vimos até agora.&nbsp;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então o que seria mais correto? Pararmos de beber completamente ou diminuirmos a quantidade de ingestão de bebida alcoólica? Existe uma piada muito viralizada nas redes sociais em que um humorista diz: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Olha, EU bebo apenas UM copo de cerveja, mas aí eu me torno uma outra pessoa. E essa pessoa BEBE PRA CARAMBA…” </span></i><span style="font-weight: 400;">&nbsp;&#8211; e isso é bem verdade quando se trata de beber. Afinal, são raras as pessoas que se dispõem a sentar com amigos para beber apenas uma garrafa de cerveja. E o problema é esse. Um estudo da OMS aponta que nosso fígado demora uma hora e meia para conseguir metabolizar somente 30 gramas de álcool. Portanto, não há quantidade mínima de álcool que se isente de riscos à saúde. Quando você bebe mais do que 30 gramas de álcool em um curto período, o restante do etanol em excesso vai direto para as artérias que fazem sua distribuição para todos os órgãos, destruindo células (principalmente as células nervosas que são os neurônios). Aliás, o álcool é uma droga que penetra em TODAS as células do seu corpo. E como o coração e o cérebro são órgãos sensíveis,&nbsp; você corre riscos de sofrer um infarto agudo do miocárdio e um acidente vascular cerebral. Além disso, a perda de neurônios devido ao álcool está associada a uma grande lista de transtornos mentais, com sérios agravantes se o usuário já tinha algum tipo de transtorno antes da dependência alcoólica. Aproximadamente 50% dos pacientes com transtorno mentais graves desenvolvem problemas relativos ao consumo de álcool ou outras substâncias entorpecentes. Além dos riscos da própria intoxicação aguda, também há riscos de desenvolver síndrome de dependência, transtornos psicóticos induzidos pelo álcool, síndrome amnésica entre outros. O consumo do álcool aumenta drasticamente os transtornos de ansiedade e depressão, principalmente nas camadas sociais onde há baixa qualidade de vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há ainda muito mais a ser dito sobre os malefícios do álcool. Afinal, nosso corpo é composto majoritariamente por água. Não fomos feitos para ingestão de álcool. Por isso que ninguém gosta do sabor do álcool, mas do efeito “relaxante” que ele provoca. É gostoso festejar com familiares e amigos com um copo de cerveja gelada na mão? Claro que é! Mas como tudo na vida, isso tem consequências. E para algumas pessoas essas consequências são catastróficas. As informações eu estou providenciando aqui, mas a escolha é somente sua.</span></p>
<p></p>
<p><b>Referências bibliográficas:</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">DIEHL A; CORDEIRO D; LARANJEIRA R [et al.]. Dependência química: prevenção, tratamento e políticas públicas. Porto Alegre: Artmed, 2011. ISBN 978-85-363-2503-3</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Álcool e a Saúde dos Brasileiros: Panorama 2020 / Organizador: Arthur Guerra de Andrade. – 1. ed. – São Paulo: Centro de Informações sobre Saúde e Álcool- CISA, 2020.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/noticias/tenha-responsabilidade-no-transito-alcool-e-direcao-nao-combinam">https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/noticias/tenha-responsabilidade-no-transito-alcool-e-direcao-nao-combinam</a></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uso de álcool durante a pandemia de COVID-19 na América Latina e no Caribe. Organização Pan-Americana da Saúde 2020. Número de referência: OPAS/NMH/MH/Covid-19/20-0042</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vigitel Brasil 2019: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico: estimativas sobre frequência e distribuição sociodemográfica de fatores de risco e proteção para doenças crônicas nas capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal em 2019 [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças não Transmissíveis. – Brasília: Ministério da Saúde, 2020.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Laranjeira R, Duailibi S, Pinsky I. Álcool e violência: a psiquiatria e a saúde pública. Editorial Rev Bras Psiquiatr. 2005;27(3):176-7.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://iris.paho.org/bitstream/handle/10665.2/52936/OPASNMHMHCOVID-19200042_por.pdf?sequence=5&amp;isAllowed=y">https://iris.paho.org/bitstream/handle/10665.2/52936/OPASNMHMHCOVID-19200042_por.pdf?sequence=5&amp;isAllowed=y</a></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">SANTOS M; CAMPOS M; FORTES S. Relação do uso de álcool e transtornos mentais comuns com a qualidade de vida de pacientes na atenção primária em saúde. Ciência &amp; Saúde Coletiva, 24(3):1051-1063, 2019 DOI: 10.1590/1413-81232018243.01232017</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">ALVES H; KESSLER F; RATTO L. Comorbidade: uso de álcool e outros transtornos psiquiátricos. Rev Bras Psiquiatr 2004;26(Supl I):51-53.</span></p>								</div>
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		<title>O vigilante de pedra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[drlivio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Jan 2021 04:40:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ansiedade]]></category>
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					<description><![CDATA[Blog O vigilante de pedra Maurício subitamente abre os olhos. Confere o rádio-relógio: duas horas da manhã. Não poderia dormir tão mal novamente pelo quinto dia seguido. No trabalho fica sonolento e em casa o sono some. Mas essa noite ele precisa dormir bem, pois amanhã será um grande dia. Finalmente o Dr. Francisco irá &#8230;<p class="read-more"> <a class="" href="https://drlivioandrade.com/o-vigilante-de-pedra/"> <span class="screen-reader-text">O vigilante de pedra</span> Leia mais &#187;</a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[		<div data-elementor-type="wp-post" data-elementor-id="1399" class="elementor elementor-1399">
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									<p><span style="font-weight: 400;">Maurício subitamente abre os olhos. Confere o rádio-relógio: duas horas da manhã. Não poderia dormir tão mal novamente pelo quinto dia seguido. No trabalho fica sonolento e em casa o sono some. Mas essa noite ele precisa dormir bem, pois amanhã será um grande dia. Finalmente o Dr. Francisco irá recebê-lo. Como é um bom cliente em potencial, sua apresentação deve ser a melhor já feita, pois está há alguns meses sem bater a meta. Sempre sonhou em ascender na empresa, mas com a economia tão precária e as contas tão altas, não se trata mais de ganhar uma promoção ou um aumento de salário, e sim, de pelo menos não perder o emprego.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Ele enterra a cara no travesseiro. PRECISO DORMIR! Cerra os punhos, esmurra o colchão quase acordando sua esposa grávida de sete meses. Ela murmura algo e ele mal respira, até ela se aquietar num sono profundo. Ele suspira invejoso. O silêncio volta a ecoar o quarto.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Sua cabeça latejava. Tornara-se a própria noite em alerta, as lâmpadas da área externa dos apartamentos que se acendem por qualquer movimento, a estátua na praça do condomínio que vigia obsessivamente. Sim, sua insônia era tão pesada quanto uma pedra. Se contorce na cama angustiado, pois não se lembra como se faz para dormir. Antigamente dormia até mesmo de pé. Como é possível desaprender a fazer algo tão natural e tão espontâneo?</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Abre os olhos novamente e olha para o rádio-relógio que marca 04h30m: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Meu Deus, o que eu preciso fazer pra dormir?”</span></i></p><p><span style="font-weight: 400;">&#8211; &#8211; &#8211;</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Trabalho, estudo, relacionamentos problemáticos, ambição, falta de dinheiro, etc. Os problemas que costumam afugentar nosso sono são inúmeros e o mau hábito de não dormir, ou dormir pouco, se tornou tão recorrente que passamos a encará-lo como um fenômeno natural de pouca ou nenhuma importância. Algo que não precisa ser levado a sério. Ledo engano.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Cientistas do mundo inteiro afirmam que dormir melhora a atividade cerebral e fortalece o sistema imunológico. A propaganda é menor, mas dormir é tão imprescindível quanto se exercitar. Entretanto, as extraordinárias mudanças das últimas décadas, cada vez mais rápidas em nosso estilo de vida, nos fizeram correr desesperadamente atrás de garantirmos o nosso desenvolvimento pessoal e profissional para mantermos nossa competitividade. Com isso, passamos a dormir cada vez menos. Isso não é nada bom para a nossa saúde.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">O mundo tem despertado para estudar mais sobre esse transtorno. </span><span style="font-weight: 400;">A Associação Mundial de Medicina do Sono (WASM) garante que mais de 45 por cento da população mundial sofre de insônia. No Brasil, a Associação Brasileira de Sono (ABS) revela que mais de 36% dos brasileiros padecem desse mal. </span><span style="font-weight: 400;">Não se trata apenas de conseguir adormecer, mas também de manter o sono com a duração e o peso necessários. A má qualidade do sono, ou sua total abstinência, traz desorientações significativas:</span></p><p><span style="font-weight: 400;">no </span><b><i>raciocínio lógico</i></b><span style="font-weight: 400;"> &#8211; lentidão, perda de concentração, erros em tarefas de baixa complexidade, dificuldade em se comunicar e tomar decisões, etc;</span></p><p><span style="font-weight: 400;">no </span><b><i>desempenho ocupacional</i></b><span style="font-weight: 400;"> &#8211; atraso, falta, acidentes no trabalho ou no trânsito, desmotivação, ineficiência, desinteresse pela carreira, etc;</span></p><p><span style="font-weight: 400;">e no </span><b><i>convívio social</i></b><span style="font-weight: 400;"> &#8211; reclusão, hostilidade, intolerância, má interação com colegas, família e amigos, etc.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente os agravos na saúde não param por aí. Os sintomas causados por transtornos do sono causam déficits expressivos no funcionamento físico do insone, como aumento de ansiedade, perda de memória, enxaqueca, aumento de peso, maior propensão à irritação, desatenção, indisposição, cansaço, fraqueza, disfunção sexual, sonolência excessiva diurna, estresse, depressão, entre outros.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Existem também outros problemas de saúde em geral associados com a insônia. Há fortes indícios de que a privação do sono aumenta consideravelmente o perigo de contrair doenças neurológicas, do trato urinário, do aparelho respiratório, gastrointestinais, diabetes mellitus, câncer, hipertensão arterial sistêmica e cardiovasculares.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Se você já está há algum tempo sem conseguir dormir da maneira adequada, é muito importante que você não se desespere, pois isso apenas piora a ansiedade. Saiba que a insônia é tratável e tem cura. Consulte o seu psiquiatra o mais rápido possível. Além disso, repensar alguns hábitos pode ajudar muito:</span></p><p><span style="font-weight: 400;">&#8211; Faça exercícios durante o dia, justamente para melhorar a pressão sanguínea e controlar o peso. O cansaço consequente de atividades físicas é um excelente relaxante natural e ótimo para que você sinta o início da sonolência na hora de dormir.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">&#8211; Evite tomar café, ou qualquer outra bebida energética durante a noite. </span></p><p><span style="font-weight: 400;">&#8211; Não coma alimentos pesados na hora de dormir. Nada de muita massa, açúcar ou gordura. Prefira alimentos leves como frutas, pois são muito mais fáceis de digerir.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">&#8211; Procure dormir em um ambiente confortável e escuro. De preferência, na sua própria cama. Habitue-se a ter um horário para dormir e para se levantar. Nesse caso a disciplina conta muito.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">&#8211; Não leve o celular para a cama. Você deve ensinar ao seu cérebro que a cama é o lugar onde você DORME e nada mais do que isso. Além disso, a luz artificial do celular é um estimulante altamente propício a te manter bem acordado.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Como podemos constatar, o ato de dormir é muito mais importante do que muita gente imagina e deve ser levado a sério. Por isso, </span><b>acorde pra vida </b><span style="font-weight: 400;">e</span><b> VÁ DORMIR!</b></p><p><span style="font-weight: 400;">&#8211; &#8211; &#8211;</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Seis horas da manhã. Após uma noite inteira de luta, Maurício capitula. Levantou-se antes do despertador. Suas olheiras estão maiores que os olhos, mas pelo menos hoje não chega atrasado. Toma um banho gelado pra despertar, mas cada peça de roupa é vestida com muito sacrifício. Quando termina o nó da gravata, sua mulher acorda e lhe lança um olhar ainda sonolento, mas curioso: </span></p><p><span style="font-weight: 400;">— Maurício?!&#8230;</span></p><p><span style="font-weight: 400;">— Pode dormir mais um pouco, amor. Hoje resolvi sair mais cedo e&#8230;</span></p><p><span style="font-weight: 400;">— Maurício, você tá louco? Hoje é DOMINGO.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Maurício continua parado, olhando para a esposa que volta a se deitar rindo muito. Ele tira as roupas o mais rápido que consegue e se joga na cama. </span><i><span style="font-weight: 400;">“E agora?! Quanto tempo será que vou demorar pra dorm…”</span></i></p><p> </p><p><b>_____________________</b></p><p><b>Referências bibliográficas:</b></p><p> </p><p><span style="font-weight: 400;">Müller M, Guimarães S. Impacto dos transtornos do sono sobre o funcionamento diário e a qualidade de vida. Estudos de Psicologia I Campinas I 24(4) I 519-528 I outubro &#8211; dezembro 2007.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Kubota AMA, Silva MNRMO, Masioli AB. Aspectos da insônia no adulto e a relação com o desempenho ocupacional. Rev Ter Ocup Univ São Paulo. 2014 maio/ago.;25(2):119-25.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Souza J, Reimão R. Epidemiologia da Insônia. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 9, n. 1, p. 3-7, 2004.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Drager LF, Lorenzi-Filho G, Cintra FD, Pedrosa RP, Bittencourt LR, Poyares D. et. al. 1º Posicionamento Brasileiro sobre o Impacto dos Distúrbios de Sono nas Doenças Cardiovasculares da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arq Bras Cardiol. 2018; 111(2):290-341.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Oliveira B, Yassuda M, Cupertino A, Neri A. Relações entre padrão do sono, saúde percebida e variáveis socioeconômicas em uma amostra de idosos residentes na comunidade &#8211; Estudo PENSA. FCM UNICAMP. Ciência &amp; Saúde Coletiva, 15(3):851-860, 2010.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Muller MR, Guimarães SS. Impactos dos transtornos do sono sobre o funcionamento diário e a qualidade de vida. Est Psicol, Campinas. 2007;24(4):519-28. doi: http://dx.doi. org/10.1590/S0103 &#8211; 166X2007000 400011.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Kuppermann, M., Lubeck, D. P. &amp; Mazonson, P. D. (1995). Sleep problems and their correlates in a working population. J Gen Intern Med 10, 25-32.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Ohayon, M. M., Caulet, M. &amp; Lemoine, P. (1998). Comorbidity of mental and insomnia disorders in the general population. Compr Psychiatry 39 (4), 185-97.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Phillips, B., Cook, Y., Schimitt, F. &amp; Berry, D. (1989). Sleep apnea: prevalence of risk factors in a general population. South Med J 82 (9), 1090-2.</span></p>								</div>
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		<title>A impenetrável caixa de papelão</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2020 18:10:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Blog A impenetrável caixa de papelão Após um dia cansativo, Augusto se encontrava no fundo da sala de aula lutando bravamente para não baixar a cabeça na mesa, pois, se o fizesse, dormiria. Trabalhar de dia e estudar à noite é uma vida difícil.&#160; Resolveu concentrar toda a sua atenção em alguns colegas que tentavam &#8230;<p class="read-more"> <a class="" href="https://drlivioandrade.com/a-impenetravel-caixa-de-papelao/"> <span class="screen-reader-text">A impenetrável caixa de papelão</span> Leia mais &#187;</a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[		<div data-elementor-type="wp-post" data-elementor-id="1386" class="elementor elementor-1386">
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									<p><span style="font-weight: 400;">Após um dia cansativo, Augusto se encontrava no fundo da sala de aula lutando bravamente para não baixar a cabeça na mesa, pois, se o fizesse, dormiria. Trabalhar de dia e estudar à noite é uma vida difícil.  Resolveu concentrar toda a sua atenção em alguns colegas que tentavam dissuadir a professora de lhes cobrar a apresentação do trabalho hoje. Ele estava nervoso, pois teve pouco tempo para fazer uma maquete. Não sabia se estava boa o suficiente. Além disso, sempre sentia calafrios só de imaginar ter de falar à frente de todos. Apavorado, observou seus colegas voltarem às suas mesas contrariados. Um deles ainda quis protestar, mas a professora se manteve firme: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Pessoal, vocês estão no primeiro ano do ensino médio. Já passou da hora de terem mais responsabilidade.” </span></i><span style="font-weight: 400;">E para piorar, após consultar uma lista, a professora olha diretamente para Augusto e ordena: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Augusto, venha apresentar o trabalho!”</span></i></p><p><span style="font-weight: 400;">Ao ouvir isso, Augusto sentiu um paralisante arrepio. Pensou na possibilidade de não ir adiante, mas a professora o olhava impacientemente. Mais uma vez lamentou a primeira letra de seu nome. Levantou-se com dificuldade. A cadeira ainda tentou abraçá-lo e implorou pra que ele não fosse, mas o olhar da professora era mais convincente. Pegou a maquete que estava envolta em uma caixa de papelão e caminhou para a frente quase se escondendo nela. Sentiu nos ossos os olhares de todos os seus colegas cujos nomes mal sabia, pois uma vergonha indescritível o possuía sempre que tentavam conversar com ele. Ao chegar na frente de todos, olhou por cima da cabeça de cada um deles. </span><i><span style="font-weight: 400;">“Pode começar!”</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; disse a professora. Augusto estava muito nervoso, suas mãos suavam e ele começou a tremer. Ainda estava sem coragem de revelar a maquete. Quando abriu a boca pra falar, foi interrompido pela risada do garoto à sua frente. E mais uma garota riu. E mais outra. Logo, todos na sala estavam apontando para ele e rindo, até mesmo a professora. Então ele compreendeu. E sentiu o coração acelerar. Começou a sentir tontura e falta de ar, pois antes que pudesse olhar para baixo, descobriu que estava completamente nu. Tentou se esconder atrás da caixa, tentou até mesmo ENTRAR na caixa, mas sentiu a alma congelar e caiu para trás ao som dos risos. E começou a girar e a girar e a girar&#8230;</span></p><p><span style="font-weight: 400;">&#8212;</span></p><p><span style="font-weight: 400;">É muito comum confundirem a ansiedade social com excesso de timidez. Uma pessoa tímida apenas tem um leve receio de ser rejeitada, mas com poucos sintomas, ou apenas passageiros. Já uma pessoa que sofre de fobia social possui um medo extremo, não apenas de ser rejeitado, mas de vivenciar situações altamente vexatórias diante de um grupo de pessoas. É por isso que ele costuma construir uma personalidade perfeccionista, criando padrões e estilos elevadíssimos muito difíceis de acompanhar. Dessa forma, ele acredita que estará protegido de julgamentos críticos destrutivos, os quais ele tanto teme. Além disso, o sociofóbico sente na pele, e no corpo, sintomas que vão desde a sudorese até a aceleração cardíaca.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Em seu escasso círculo social, é comum rotular esse paciente como egocêntrico e arrogante, pois não entendem que, na verdade, estão diante de uma pessoa com problemas emocionais.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Pessoas com esse tipo de transtorno tem dificuldade em socializar. Tanto no trabalho quanto na escola, a pessoa prefere ficar sozinha. Por isso há sempre um desconforto imenso ao tentar fazer novas amizades, participar de uma entrevista de emprego ou iniciar um namoro. Entretanto, ele consegue se encaixar bem em situações formais de trabalho onde a intimidade é dispensável e inapropriada, pois se aproveita disso para evitar a exposição e se manter seguro. Mas ao tentar permanecer dentro dessa bolha o máximo de tempo possível, o paciente se afunda cada vez mais no isolamento social e tem cada vez menos força para tentar reverter esse quadro.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Mas com acompanhamento e uma boa dose de coragem, é possível não apenas conviver bem com o transtorno, mas subjugá-lo de modo que ele se torne quase imperceptível ou até mesmo desapareça de vez:</span></p><p><span style="font-weight: 400;">&#8211; saia da zona de conforto! Sim, é possível que você fique bem após se aproximar de alguém para conversar. Faça um esforço!</span></p><p><span style="font-weight: 400;">&#8211; se você receber um convite para sair com amigos, VÁ! Sim, você poderá sentir medo, preguiça e até mesmo um pouco de mal-estar, mas confirme presença e depois junte todas as suas forças para ir. Você passará por bons momentos sem se dar conta do bem enorme que estará fazendo para si mesmo.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">&#8211; não tenha medo de falar ao telefone. Elogie quem estiver do outro lado da linha! Expresse uma opinião pessoal! Aproveite esse momento para treinar a sua comunicação com outra pessoa.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">&#8211; quando conversar pessoalmente com alguém, SEMPRE olhe nos OLHOS dessa pessoa.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">&#8211; se houver alguma situação de pânico ou algum sintoma corporal fora do comum, como taquicardia, tremedeira, entre outros, procure um psiquiatra!</span></p><p><span style="font-weight: 400;">&#8212;</span></p><p><i><span style="font-weight: 400;">“AUGUSTO!”</span></i></p><p><span style="font-weight: 400;">Augusto balbuciava enquanto se abraçava à sua mesa no fundo da sala. Ouviu mais uma vez um forte chamado da professora: </span><i><span style="font-weight: 400;">“AUGUSTO!”</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; ele levanta a cabeça. Estava babando, então limpa a boca rapidamente. A professora lhe pergunta: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Você está bem?”</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; lentamente Augusto se dá conta de que dormiu e teve um pesadelo sobre hoje ser o dia da apresentação do trabalho. Sequer havia feito uma maquete. Não havia ninguém fazendo apresentações e ele estava totalmente vestido. Suspirou, completamente aliviado, e fez que “sim” com a cabeça para a professora. Ela respondeu: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Ótimo! Então vá apresentar o trabalho!”</span></i></p>								</div>
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